Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

[Zihuatanejo]

Até as pessoas parecem diferentes.
Aos poucos, a cidade vai se afastando.
Em seu lugar, ficam as fábricas abandonadas e os longos quarteirões.
Fecho os olhos e o zunzunzum soa como uma língua estrangeira.
Conforme o trem avança, o vagão vai esvaziando.
Desço na plataforma com um inexplicável aperto no peito.
Observo as ruas em que nunca estive antes.
Páro no primeiro bar que encontro.
Sento numa daquelas cadeiras de metal diante de uma mesa com propaganda de cerveja.
Peço uma garrafa e um copo.
Penso em sacar o livro da mochila.
Mas minha cabeça já está cheia de estórias.
Coloco os fones de ouvido.
Escolho o disco do Jason Anderson.
E finjo que estou esperando você.

0 Como estou dirigindo?: